quarta-feira, 30 de julho de 2008

7 características das pessoas bem sucedidas


por Márcio Kühne

enviado por Fátima Regina Gomes Coelho*, tutora do curso on-line Aprendendo a Empreender, do Sebrae

O que faz uma pessoa ser bem sucedida? Vários fatores contribuem para que isso aconteça. Mas existem algumas características que essas pessoas têm em comum.
Saiba quais são>>>

*Fátima Regina Gomes Coelho é formada em Administração de Empresas, e trabalha no Sebrae desde 2002.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Submundo - tartarugas marinhas « Vira vida, vira sorte. O mundo a gente vira.

Por Cauê Maia
no blog Projeto Viramundo Fernando de Noronha

Um dia li um texto do Borges que explicava que a primeira tartaruga que existiu, aquela que deu origem ao Planeta Terra, surgiu da luz da constelação de sagitário. Símbolo de longevidade, paciência, proteção, segurança. Era uma justificativa melhor do que a primeira que me lembro para o início da minha fixação por tartarugas.

Michelangelo foi o nome do meu primeiro gato siamês, lá pelos meus 8 anos, não em homenagem ao pintor renascentista, mas sim à tartaruga ninja de
máscara laranja. Não tenho certeza o que foi causa e o que foi conseqüência, mas as ninjas passaram e as tartarugas permaneceram na forma de chaveiros, luminárias, bonecos, peças de artesanato.

É pena neste momento não termos uma câmera subaquática. As espécies são conhecidas, documentários e programas educativos sobre a vida marinha são abundantes, mas ficar cara a cara com as raias e nadar com as tartarugas tem sido uma experiên
cia que eu gostaria de registrar.

O resto da equipe estava em Recife, perdida nas desconexões da Varig, enquanto eu e o Feijao, que desconfiamos desde o princípio da pontualidade da empresa, chegávamos em Noronha. A despeito da chuva que se anunciava fomos para o Boldró, a praia mais próxima. E ali mesmo, sem máscara de mergulho nem nada vimos a primeira tartaruga da viagem, emergindo a poucos metros
de nós para respirar.

No dia seguinte veria mais uma, descansando num buraco em meio aos corais da Baía dos Porcos. Nesses primeiros encontros fiquei apenas paralisado, sem respirar. Foi aos poucos que comecei a acompanhá-las a distancia.

Hoje já não me sinto tão estrangeiro no mar e estou me acostumando a nadar na presença e no ritmo das tartarugas. Já fiz algumas amigas, como a famosa Mordidinha e duas de-pente juvenis (tartarugas que não atingiram a idade de reprodução e ficam nos arredores da Ilha se alimentando e ganhando peso antes de se jogarem numa corrente transoceânica qualquer), que volta e meia aparecem na Baia dos Porcos ou do Sancho.

Vejo com o encantamento de um pai diante do filho recém nascido as tartarugas-de-pente comendo águas-vivas e corais, respirando, tirando um relax nas pedras, ou só fazendo a ronda pelos corais com os peixinhos coloridos dando uma polida no casco. Se eu soubesse antes que a sistematização das informações coletadas com o acompanhamento destes seres poderia ser uma profissão, é possível que minhas escolhas fossem outras no passado.

Caue Maia


Submundo - tartarugas marinhas « Vira vida, vira sorte. O mundo a gente vira.

Fotos da civilização - Carta de um pai
por Guto Maia
Filho:

Estou escrevendo para ajudá-lo a superar melhor a angústia de estar numa ilha, afastado do mundo, quase sem comunicação, comendo sei lá o quê, correndo risco de ser atacado por selvagens a qualquer hora, sem conforto. Estou muito preocupado de saber que talvez você não se cure dessa tal de "euforonha", que deve dar febres horríveis, evolui para "neuronha", e sei que deixa sequela: a "saudonha"; mas tenha fé, Seu pai está aqui rezando para que esse tormento passe logo. Faltam apenas 20 e poucos dias e você vai conseguir voltar são e salvo.

Para você não ficar muito deprimido, mando algumas fotos de lugares mais civilizados.

Beijos.


veja mais fotos>>>

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Cerol que nos Une

por Guto Maia

O que o Brasil e a América do Sul tem a ver com o Afeganistão? À primeira vista, tirando a poeira das estradas de terra, muito pouco. Mas, assistindo ao filme “O Caçador de Pipas”, ou após ler o livro de Khaled Hosseini, identificamos mais semelhanças, tanto pelo envolvimento emocional novelesco que a narrativa causa, tornando o que poderia ser uma distante história, de um distante país, em algo próximo; quanto às cenas de meninos empinando pipas, meninos que fomos, conhecemos, ou temos dentro de nós. Meninos do Brasil e mundo afora, que têm amigos, e têm sonhos.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Os nomes do jogo

por Márcia Denser

"..politicamente, o setor informal, na falta do respeito aos direitos trabalhistas, é um reino semifeudal de comissões, propinas, lealdades tribais e exclusão étnica. O espaço urbano jamais é gratuito..."


"...a retórica demonizadora das várias “guerras” internacionais ao terrorismo, às drogas e ao crime são um apartheid semântico: constroem paredes epistemológicas ao redor das favelas que impossibilitam qualquer debate honesto sobre a violência cotidiana da exclusão econômica..."

Numa análise sobre a mania de nomear do neoliberalismo, Márcia Denser ataca os que chamam favela de “sistema de gerenciamento urbano estratégico de baixa renda”. Leia mais>>>

Epitáfios são...

...interessantes só para os vivos!
  • Quem não conseguir definir-se em 1 frase, gastará 1.000 para justificar o óbvio!

  • A verdade de cada um cabe em pouquíssimas palavras... Às vezes, até no silêncio!

  • Escreverei à lápide: “Levei a vida inteira pensando num epitáfio que me definisse verdadeiramente, mas morri antes!



Tenha idéias para epitáfios nos livros de Aran & Castelo!

domingo, 13 de julho de 2008

Redatores que saibam escrever

Você escreve bem sobre Política? Bem mesmo?

Se você tem esse perfil. Sabe tudo e mais alguma coisa de Política e Cinema essa é a sua grande chance de colaborar com um blog competente e promissor...

Recebemos e transmitimos:

Conheça - http://www.amalgama.blog.br/

O time inicial é de 8 colaboradores(as). Para acompanhar as postagens comodamente, você pode assinar o feed, ou ainda, se preferir, receber os textos na caixa postal.

O Amálgama comunica que está atrás de voluntários(as) que queiram escrever sobre política ou cinema. Pré-requisitos: escrever com certa freqüência, dominar o texto e não maltratar o português.

O recado é de Daniel Lopes

http://www.amalgama.blog.br/

As cores da Moda Inverno

Aliás, a cor da moda de 5 entre 10 socialytes é o laranja. As outras opções de cores: azul de inveja, das que não foram cooptadas; verde de raiva, das que descobrem que foram usadas como "laranjas" (se é que isso é possível!); branco de susto, das que acordam com a PF na portaria; vermelho de vergonha de ter que vestir?, calçar?, usar? ostentar? algemas; preto do vestido e dos óculos para fotos; e, eventualmente, o amarelo usado nos sorrisos que tentam justificar a injusta perseguição política que sofrem...

por Guto Maia, comentando sobre,



Leia também>>>no Caderno Aliás, do Estadão:
O drama de ser mulher de milionário no Brasil

por Tutty Vasques, Seção: Ambulatório da Notícia s 09:09:42.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Encontros de Literatura Contemporânea-2008


Qual é a literatura que se pratica no Brasil, desde os anos 2000, com a chegada da internet no País? Quem são os principais autores dessa safra e quais os seus livros? Além da ligação, mais ou menos intensa, com o Web, qual outra característica permeia sua produção? Como esses autores dialogam com a tradição da literatura brasileira? Como surgiram, como divulgaram seus trabalhos e como viabilizam sua escrita hoje? Como é, afinal, ser autor agora?

(do Digestivo Cultural)
Leia mais>>>

Ouça os áudios:

sábado, 5 de julho de 2008

Paraty em Festa


Assista aos vídeos de palestras, mesas literárias, entrevistas da VI Festa Literária de Paraty no Blog da Flip 2008!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cometa Austin, um conto de Marcia Denser

Quantas máscaras oculta um rosto do qual se depreende exclusivamente a idade de 30 anos? 
Eis o dilema retratado no inusitado conto "Cometa Austin". Instigante, insinuante como tudo que escreve La Denser...
Cometa Austin



São dezessete pessoas a escrever nesta sala, dezesseis das quais me descrevem, porque sou a professora-escritora-que-lhes-passou-o-exercício, enquanto eu descrevo Austin (claro que não se chama Austin, mas é que ele lembra aquele Austin alaudista de Cortázar, e também o cometa Austin que cruzou o paralelo 23, precisamente sobre São Paulo a 25 de maio, e só daqui a milênios deverá retornar, se retornar) uma trinca cujas conexões lógicas me escapam, suspiro, tragando sofregamente o 14º cigarro da noite, pensando este maço vai já e já para o brejo se eu não maneirar, contando as pontas que restam (ou despontam) molemente do maço.

Por isso, de uma forma que me é indizível (senão, não estaria tentando dizê-lo) eu já sabia que o sortearia, que seria ele, mesmo antes de desdobrar o papel e abrir e ler o nome, que a mim caberia descrevê-lo, mesmo porque cartesianamente falando não posso descrever a mim mesma pelo lado de fora, sem contar que há muito passei da idade de imitar Clarice Lispector e dos mata-borrões.

Mas acontece que são quinze, porque embora supostamente Austin também me descreva, é o único a não observar o, digamos, objeto da composição, como manda o bom senso e as regras elementares da redação. Mas não. E não é o fato de saber-se observado com insistência por mim, a mestra, a escritora, porque sou a dona à sua frente e Austin sabe o suficiente sobre mulheres a ponto de não precisar vê-las, basta sorrir e pronto e chega.

Austin deve ter 30 anos – esta idade limite antes de ser o que se pretende e depois de ter sido o que se pressupõe, quando se supõe inatingível, num patamar de infinitas possibilidades gasosas que não mais se liquefazem, tampouco ainda não se solidificam, como todo rabo de foguete, é sabido – está em qualquer putoroscópio.

Por isso tudo me leva a crer que Austin tenha 30 anos há muito tempo, tanto quanto as pernas cruzadas em elegante tensão e índigo blue; aquelas meias brancas de quem não tem problemas de lavanderia, e sapatos da moda que se trocam aos pares todos os sábados, a camisa de seda estampada e penso: é aí, mas engato a ré e acerco-me da barba (e o verbo é risível) porque uma barba cerrada embute a boca entre o queixo e o bigode, recolhendo as feições para o fundo da fisionomia (ia dizer galáxia, a coisa deve ser contagiosa) submerge o rosto na sombra, tão absorto este Austin, a escrever aplicadamente num caderno ginasiano em homenagem à professora/escritora, tão alheio, este Austin, à mulher à sua frente, ao que deveria, se é que está mesmo a descrever-me.

Os olhos são conjecturas por detrás de uns óculos com aros dourados e do ar intelectual e da barba e quantas máscaras oculta este rosto presumivelmente aos 30 anos? E o advérbio é outra rasteira, pois a razão de fixar-me nessa idade, os tais 30 anos, está no fato de ser a única coisa visível para mim que o observo com irritante insistência há exatamente 15 minutos e 2 ou 3 perguntas sem resposta na alma.

Naturalmente escrever para Austin deve ser muito importante, ainda que devesse olhar o que descreve, mas obstina-se em ocultar-se por detrás de tanta concentração, fixando o vazio, sem olhar para frente, para fora, para mim. Súbito se detém, a caneta em suspenso no nada e retorna furiosamente à carga, perseguindo o papel.

E você a julgar-se inapreensível, Diana Marini, mas ela se faz de surda fingindo examinar as joaninhas estampadas na camisa de Austin, enormes Marias Joanas pernejando castanhamente sobre a seda branca – posso cheirá-la, apalpá-la, rasgá-la com os olhos. De longe. A anos-luz desse Austin.

E aí está você, Diana Marini, de frente para trinta e um pares de olhos, de repente, mais sábia e mais triste do que eles, mas de que terá adiantado tanta previsão se afinal você está dançando a mesma música insensata?

Que fazer, Austin, além de incorrer numa derradeira frase de efeito, acender o último cigarro e deixar-se olhar pelos outros: dar-lhes de frente todo o mapa da cara para que a aprendam de cor.


PUBLICADO EM:01/07/2008

* A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006). Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior. Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Restaurante Takô faz 15 anos em grande estilo!


Takô e Yuky
Parabéns pelos 15 anos de atividade, comemorados em grande estilo, junto dos amigos e grandes clientes. Temos o privilégio de participar desse rol, e com o que temos de melhor: nossa Música Brasileira! Ou seja, um duplo privilégio. O evento foi perfeito, com escola de samba e tudo – os meninos da sua Unidos da Vila Maria! Bela homenagem. Nos 100 anos da imigração japonesa, o mais representativo do resultado desse filtro de culturas é o Restaurante Takô, agora gigantesco nas novas instalações. É a vitória do trabalho, da inteligência e da amizade, e, melhor: do reconhecimento desses valores! Abraço a vocês. Se vocês quiserem mandar via e.mail o material filmado e fotografado, editaremos para publicá-lo no You Tube, no nosso site e nos blogs 1e2 - em homenangem aos 15 anos do restaurante.
Beijos.
por Guto e Rossana.